Uma maneira de ilustrar a evolução do pensamento ao longo dos últimos anos seria começar pelas três feridas narcísicas: > primeira é a descoberta de que a terra não é o centro do universo (Teoria Copérnico); > segunda que os seres viventes neste planeta estão cada qual evoluindo juntos (Teoria Darwin); > terceira seria o inconsciente que vem com a psicanálise, onde muitas vezes as ações são influenciadas e fogem do entendimento racional, e beiram a características não previsíveis. Neste prisma de fatos construímos uma narrativa de que ao longo da história o indivíduo foi se humanizando, e aqui quero dizer que ganhando espessura de camadas que passam também por afetos tidos como primitivos e/ou inconscientes. Pois, se pensarmos que ao longo destes anos vivemos duas grandes guerras, uma infinidade de guerras regionais e genocídios, desastres ambientais, mudanças de patamares econômicos, sociais e culturais, esta diversidade de acontecimentos fizeram implodir e ruir muitas das estruturas conservadoras e se construir o que hoje chamamos de sociedade de direitos. Onde os que redigiam o postulado de regras eram homens e suas fortunas, colocando sobre sua custódia e “tratamentos” todos aqueles com potencial/desejo de questionar, tal postura hoje conhecida como a força do patriarcado, que para sua manutenção silencia e reprime, podendo ter inúmeras roupagem castradoras de direitos e defensora da manutenção de seus privilégios. Até então, as práticas, dos estudos da mente estava restrita a constatações de histeria, com “tratamento” e ações de ampla violência, mas que nas últimas décadas foram reconhecidas como abusivas e misóginas e/ou preconceituosas em vários níveis e aspectos.

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Janaina Collar Beccon

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