
Para além da outra metade da laranja ou os devaneios da tampa da panela, a completude é algo que se constitui, ao longo de uma vivência individual. Ou seja, não há endereço completo ou receita mágica universal.
O Teorema da Completude (de Gödel), trata do princípio de quem organiza/funda um conjunto de coisas, que estão fora ou sequer existem dentro deste território, ou seja, há um rearranjo dos elementos, afetos, sintomas, neuroses … e tudo mais que vc como ser vivente deseja. Mas também, todos nós como coletivo e o que democraticamente construirmos como metas/objetos a serem produzidos/almejados.
No privado: Através das sessões de psicanálise, o processo de análise (setting analítico) de produção de autoconhecimento, traçando e produzindo novos entendimentos sobre o porquê do desembocar de gatilhos/sintomas focando no seu fortalecimento, p um melhor viver, saber/descobrir/desvendar/construir o que você gosta, deseja e quer. E muitas vezes é preciso silenciar o barulho externo, para produzir sua completude (consciente e inconscientemente). Nas sessões de análise vc terá acesso há uma prática integrativa, algo que a muito tempo estudo e acredito como cuidado e atenção em saúde, para assim, constituir sua completude (forte potência e conquista).
No coletivo: Podemos trazer como valor epistemológico e potência argumentativa, que será credenciada por quem detém força de execução e nem sempre inteireza moral, ética ou imparcialidade. Mas com ações em cooperação e construções realmente coletivas, que levem em consideração a individuação e não suas partes, de forma compartimentada. Que assim, como a psicanálise, possam “compor a mesa” outras áreas, tanto das ciências humanas como tantas outras, integrando de forma legitima, com iguais direitos, participar dos cuidados e do tratamento de forma múltipla e diversa.
Janaina Collar Beccon

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