
“O desejo nasce onde algo falta”, J. Lacan.
E aqui vamos precisar graduar as expectativas ou sentar e chorar eternamente…
O desejo é algo abstrato e vai ser algo do sujeito desejante (E.E.Merhy, tá aí ensinado desde a reforma sanitária, ou seja, pré SUS), estamos todos (uns mais outros menos) mergulhados em uma economia especializada em moer gente (uns muito mais do que outros), que transforma culpa em ferramenta de produtividade, onde o silêncio não é ausência de fala, mas exilio de escuta, que cria a materialidade do sucesso e do que “precisa se ter” como ponto de chegada de um “vencedor”;
Talvez vc descubra ao chegar lá nos múltiplos ter e pertencer…
Talvez vc não queira trabalhar/estudar/abrir mão de outras questões para estes objetivos…
Talvez vc tenha se esforçado tanto (nas gradações e possibilidades de cada um de nós) e pouco se aproximou de alcançar esta falta que te gera desejo, e desistiu e agora outras emoções te atravessam…
Talvez … sempre te falte algo…
Talvez a falta possa ser direção…
Talvez os “queres” (desejantes, aquele que pulsa) possa ser o território que te ocupa (e ocupou e quer ocupar) que vc materializa/materializou no ter ou no famoso chegar lá (simbologia do sujeito) no que este movimento quer/deseja/precisa, pois pavimentar o seu território requer movimento de conhecer e acessar o seu sujeito no singular, ou seja, para além dos muitos eu’s em atacado e o varejo do mercado te oferece.
Para a psicanálise, o sujeito é atravessado pela linguagem, falar é uma forma de existir e por isso te oferece ferramentas para te auxiliar neste processo.
E aí o q vc acha?
Vamos juntos?
Janaina Collar Beccon

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