Ser adulto

Ao longo do nosso desenvolvimento cognitivo (se tudo der certo, vamos envelhecer) o que vc percebe/sente no seu entorno? está mais divertido?

Aquela tão sonhada liberdade de gerenciar suas escolhas, planejar e executar todos aqueles sonhos nos mais variados setores da vida estão encaminhados, performando como idealizou? 

Difícil né? 

Parece que quase no sobressalto listamos 10 itens, com e em gradações variadas a navegam entre exaustão do corre de pagar boletos, das demandas infinitas que resultam no sentimento de insuficiência e desalinhamento, da perversidade do entorno seja no trabalho ou/e nas relações afetivas, que culminam no território impermeabilizado do sou assim com pqs de todo espectro: minha família, minha religião, minha falta de acesso ou a falta dele … 

E tá tudo bem, ou melhor, é isso mesmo, expectativas x realidade, resultando na vida de cada sujeito lindamente em desconformidade, ou ainda entregando caos, beleza e uma pitada (ou não) de loucura.

Mas vamos lá!!

O que seria diversão e acesso aos atrativos da vida adulta? 

Obviamente há o recorte de acesso financeiro, que sabemos que impulsiona o tamanho da adversidade e o trecho sinuoso de sacrifícios/dificuldades que cada um inicia a sua trajetória.

De acordo com a Teoria Mimética de René Girard, o desejo humano não é espontâneo, mas uma imitação a triangulação do desejo do outro (eu, desejo e modelo/mediador), defendendo a tese de que aprendemos a desejar consciente ou inconscientemente, mas com base em algo/alguém. Trazendo a discussão de que somos e “nos enganam” a todo o tempo, sem profundidade no que realmente é nosso, ou ainda, que o meu/o seu desejo não existe, pq somos e estaremos sempre contaminados e performando algo  por pura repetição, sem qq reflexão ou questionamento, mas será?

Então …

Eu acho que em algum momento sim, e aí cabe um monte de argumentos da filosofia, das engenharias e  um punhado de valores introjetados político e culturalmente em cada um e nos. Mas estruturado este contrapiso, vamos nos debruçando em experiências, vivências reais e fantasiosas, tendo presença em fatos e jornadas que não são nossas, e que no mínimo são versões contadas, ou visões de alguém que ganhou a guerra, ou a herança, ou estava lá para agraciar um ponto de vista com autobenefício. Ou seja, vc entendeu q em algum momento vc vai ter que descer e se aventurar no como fazer, realizar, construir, inventar, descobrir que errou, que não deu certo e continuar, nem sempre nesta ordem, nem sempre sem muitas quedas e decepções, sem sempre inteiro, mas o despedaçar, é processo e faz parte do sujeito que deseja e constrói o seu.

E aí, o q vc acha? 

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Janaina Collar Beccon

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