O tudo

Tudo que vc, eu e todos nós, construímos, foi através de estudando, trabalhando, vivências e investimentos afetivos, de tempo, de $, do exercício físico, emocional e espiritual… e com expectativas de retorno em alguma ou muitas medidas. A métrica pode ser oscilante, mas existe, em larga ou baixa medida, mas há expectativa operando dentro de cada um de nós, seja na gratidão, reconhecimento ou na obrigação.

E quando algo ou alguém que amamos ou idealizamos, nos decepciona?

Poderia listar uma meia dúzia de formulações e passo a passo, para vc superar, reinventar e sobreviver a este momento, mas não existe uma fórmula mágica universal, ok?

Então vamos lá:

Infelizmente – ou em uma perspectiva mais ampla do processo felizmente – é isso mesmo, todo mundo vai te decepcionar e magoar em um ou em muitos momentos, e eu sei que esta constatação não resolve em nada a sua ou a minha explosão de dor, tristeza e uma materialidade de emoções de variam da raiva a injustiça.

E muitas vezes o impacto desta decepção, provoca dor e desassossego de alta potência, reverberando  quase como um ato criminoso, que deveria estar previsto no código penal.

Agora uma pausada: Vamos lembrar que ninguém é obrigado a nada, exceto quando sua atitude fere algum regramento civil, ou seja, interfere no espaço do amiguinho, e aqui não estou falando nem da política de boa vizinhança ancestral “não faça com os outros, o que não gostaria que fizesse com vc”.

As consequências que algo/alguma coisa ressoa em vc e te dilaceram, e aqui repito, se não é civilmente questionável, é sua responsabilidade. Pq pelo menos, com a maior de idade, cada vivente é responsável por seu CPF, e aí podemos pedir ajuda até p os provérbios populares que dirão quase com certeza divina e variações regionais: O mundo é redondo, o que vai volta, vc não vai se safar desta, Deus tá vendo…. quem planta ruindade colhe tempestade.

O que podemos entender que além de praga e dor, vc, eu e todos nós, nos apegamos, muitas vezes nos devotamos a algo (como objetivo), ou a alguém como companheiro de jornada (amorosa ou não).

E assim como Nietzsche vem dizendo há um tempão, “não há fatos, apenas interpretações”, na perspectiva de que não existem verdades absolutas. E talvez o foco seja menos nos DEVERES ou no discurso isso é injusto… e mais na cena. E aqui também é por isso, que devemos questionar, listas e formulações, Deleuze lembra que mesmo quando algo parece idêntico, nunca é o mesmo contexto, a mesma cena ou recorde de um tempo (cultura, política, religião ou financeiro). 

Mas o ressentimento é algo perigoso, não pq é ancora ou afeto negativo, mas pq pode te estruturar sobre vigas de um ato ou acontecimento de um tempo, e vc, eu e todos nós, somos muito mais que esta fração de momento ou ação. A frustração, pode ser muitas coisas, mas que não seja permanente ou ancorada no discurso incapacitante, da renúncia, por uma superioridade moral. Sim, em um momento, transformado ou não em aprendizado, mas que seja um fato, não uma morada.

E aí, o q vc acha? 

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Janaina Collar Beccon

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