
O devaneio
Aquele momento, que desorganiza, para além de objetos físicos, agenda de compromissos e programação doméstica.
O devaneio pode não ter forma, mas com certeza tem presença.
Materializado através de valores e toda forma de simbolismo que vão nos constituindo ao longo da nossa trajetória.
É o cara a cara das emoções que vc evita, nega ou as duas!
O devaneio é a mudança que vc não escolhe, foi submetido/surpreendido;
O devaneio nunca é escolha!
E aqui uma pausa, há uma única possibilidade de se escolher o devaneio, e isso acontece quando vc é o produtor, protagonista do ato, ação e desassossego na vida do outro!
Assim como muitos atos na vida, é sempre mais divertido quando nós somos os executores, a ação que produz o movimento em pról do que vc deseja, e aquele que recebe, para além do ser submetido, e atrapalhado… e aqui entramos na casta dos que amam ou odeiam surpresas.
Vc pertence a qual?
Nunca é um convite ao devaneio é sempre uma provocação, que vc aceita ou junta todas as suas forças para não ser capturado por suas emoções (afetos, faltas, cicatrizes, angústias, ressentimentos, …) é algo como se estar na beirar de um precipício.
Assim como muitos, fico orgulhosa quando consigo olhar, entender, equilibrar o resultado destes múltiplos desassossegos e seguir, mas muitas vezes o descarregar o verbo faz parte do processo.
Ou seja, não fórmula fixa e nem mágica!
Há o que vc deseja, dá conta e consegue naquele momento.
E neste território comporta tudo, ou melhor objetiva-se evitar a violência, mas a gritaria a porta na cara as vezes são balizadores de afetos e limites.
No anteparo da construção verbal que vc descarrega os seus sentimentos e as suas impressões, na tentativa de entender e seguir no seu processo, o foco seria não na cura, do verbo desaparecer, mas no viver melhor apesar deste.
E aí, o q vc acha?
Janaina Collar Beccon

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