
Capaz
Vc é capaz? Para além de uma provocação, que objetiva reflexão e autoquestionamento, e não a distribuição de diagnósticos e implicações de gramatura de esforço e métricas de desejo, o agir em prol do movimento. Ou seja, o que te move, o que deseja.
Nos vários lugares que habito, como território de escuta, transcorro pela querela de afirmações de incapacidades, mas que me imprimem muito mais – o nem tentar – o desistir – antes mesmo de dar tempo de entender, seja na trivialidade de uma mensagem que se espraia à muitas áreas da vida de cada um de nós.
E por aí? O que te parece?
O sujeito não se compromete com medo de falhar? Desiste antes de procurar saber fazer? De estudar e se instrumentalizar para fazer melhor?
Será que sempre foi assim, será que é a nossa geração ou foi na anterior?
Perdemos a coragem?
Ou melhor, precisa de coragem? Ou este é um privilégio de quem pode escolher?
Lembro claramente dos meus meses seguintes de formada em Relações Internacionais no desmantelar de certezas, aquelas presentes em muitos jovens (que sabem tudo sobre tudo) de que a graduação era um degrau, e a vida uma grande escadaria.
E hoje penso, que ainda bem, sempre temos muito a melhorar, aprender e que o estudo é parte permanente do processo de qualificação em todas as áreas do mundo do trabalho, mas tb na vida pessoal.
Por isso que não se trata só de coragem, mas que estamos deixou de nos importar, nos implicar e tal escolha, voluntária ou economia de energia, tem com objetivo bloquear tudo com potencial de gerar desconforto e nesta peneira fica muita vida não vivida, muitas experiências que mesmo desafiadoras te auxiliam não pq tem que se aprender errado, mas pq faz parte do processo de vencer/ganhar/ter sucesso/paz interior, tb o anteposto.
E aí, o q vc acha?
Janaina Collar Beccon

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